segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Engraçado como as coisas são...

Quando você nasceu, um amor imenso nasceu dentro de mim também. Não só um amor por você, mas um amor por mim mesma, pela vida, pelos amigos de verdade, enfim, por tudo que eu havia abandonado enquanto estive ao lado de seu pai.

Tive também um medo enorme de criar você sozinha. Medo do seu pai não ser presente para você, medo de precisar dele, medo de não dar conta da responsabilidade sozinha.

Hoje, entendo a força que tenho. Hoje não tenho medo de nada. Antes de você, eu achava que precisava do seu pai, ainda que eu fosse infeliz ao lado dele. Eu tinha medo da vida sem ele, embora tivesse medo também da minha vida com ele.

Quando você nasceu, nasceu também uma mulher mais segura, mais feliz, mais forte, mais detalhista. É, porque ter um filho faz a gente pensar nos detalhes. Não se pode esquecer nenhum objeto pequeno pela casa, existe horário para tudo. Hora das mamadeiras, das sonecas, tudo.

E foi justamente ao me tornar mais detalhista que percebi a vida com mais atenção. Percebi onde erro e aonde acerto, onde as pessoas erraram comigo e aonde acertaram. Isso me tornou mais segura. Comecei a prestar mais atenção em mim, no que desejo para mim, na minha vida.

Essa lucidez completa, essa racionalidade enorme me fez um bem imenso.

Sei o que quero. Sei quem eu quero. Sei o que gosto e o que não gosto.

Acho que agora estou preparada para recomeçar minha vida amorosa, para conhecer alguém. Mas tem que ser alguém muuuuito bacana. Que mereça fazer parte de nossas vidas.

Enquanto isso, sigo sozinha. Mas feliz.

Te amo filhota.

Bjus.

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